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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Poster celebra os 85 anos do Oscar

O designer inglês Olly Moss criou, para celebrar os 85 anos do Oscar, o poster abaixo. Grandioso em sua genialidade, o cartaz exibe, de forma quase minimalista, os troféus representando os filmes vencedores desde o primeiro oscar até o de 2015, totalizando oitenta e cinco. O material está disponível para venda no site da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, e você pode acessar para comprar e saber mais informações clicando aqui.

De trás pra frente, você consegue identificar os filmes?

Bom, os filmes mostrados no poster acima são:
2012 O Artista
2011 O Discurso do Rei
2010 Guerra ao terror
2009 Quem quer ser um milionário?
2008 Onde os fracos não tem vez
2007 Os infiltrados
2006 Crash – no limite
2005 Menina de ouro
2004 O Senhor dos Anéis: o retorno do rei
2003 Chicago
2002 Uma mente brilhante
2001 Gladiador
2000 Beleza americana
1999 Shakespeare apaixonado
1998 Titanic
1997 O paciente inglês
1996 Coração valente
1995 Forrest Gump
1994 A lista de Schindler
1993 Os imperdoáveis
1992 O silêncio do inocentes
1991 Dança com lobos
1990 Conduzindo Miss Daisy
1989 Rain Man
1988 O último imperador
1987 Platoon
1986 Entre dois amores
1985 Amadeus
1984 Laços de ternura
1983 Gandhi
1982 Carruagens de fogo
1981 Gente como a gente
1980 Kramer vs. Kramer
1979 O franco-atirador
1978 Noivo neurótico, noiva nervosa
1977 Rocky, um lutador
1976 Um estranho no ninho
1975 O poderoso chefão II
1974 Golpe de mestre
1973 O poderoso chefão
1972 Operação França
1971 Patton — rebelde ou herói?
1970 Perdidos na noite
1969 Oliver!
1968 No calor da noite
1967 O homem que não vendeu sua alma
1966 A noviça rebelde
1965 My Fair Lady
1964 Tom Jones
1963 Lawrence da Arábia
1962 Amor sublime amor
1961 Se meu apartamento falasse
1960 Ben Hur
1959 Gigi
1958 A ponte do Rio Kwai
1957 A volta ao mundo em 80 dias
1956 Marty
1955 Sindicato de ladrões
1954 A um passo da eternidade
1953 O maior espetáculo da Terra
1952 Sinfonia de Paris
1951 A malvada
1950 A grande ilusão
1949 Hamlet
1948 A luz é para todos
1947 Os melhores anos de nossas vidas
1946 Farrapo humano
1945 O bom pastor
1944 Casablanca
1943 A rosa da esperança
1942 Como era verde o meu vale
1941 Rebecca - A mulher inesquecível
1940 ... E o vento levou
1939 Do mundo nada se leva
1938 Émile Zola
1937 O grande Ziegfeld
1936 O grande motim
1935 Aconteceu naquela noite
1934 Cavalgada
1933 Grande Hotel
1932 Cimarron
1931 Sem novidades no front
1930 Melodia na Broadway
1929 Asas

Fonte: http://www.oscars.org/

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Hobbit e a polêmica das filmagens em 48 quadros por segundo


 Pense em um filme qualquer. Tenha em mente que toda a ação, todo o movimento que aparece perante seus olhos sejam uma sucessão de fotografias que, exibidas uma a uma com ínfimas alterações, são responsáveis pela ação impressa perante seus olhos. Para cada segundo de ação  de qualquer personagem que aparece na tela (como o simples ato de sorrir ou levar um garfo à boca), 24 quadros tenham que ser completados para que o movimento seja realizado. E, embora alguns filmes, ainda hoje, principalmente os realizados em stop-motion (a exemplo daqueles filmes onde os personagens são como bonecos de massinha) se utilizem de outras técnicas, a Academia de Artes Cinematográficas, ainda nos anos de 1929, convencionou o uso dos 24 fps (frames per second, ou quadros por segundos, em português) para a exibição do que conhecemos dos filmes na atualidade. 

Peter Jackson, diretor de O Senhor dos Anéis, resolveu inovar isso, filmando O Hobbit em uma câmera que aplica nada menos que 48 fps em suas imagens. O resultado, pelo que as pessoas que assistiram a 10 minutos de exibição nos Estados Unidos vêm comentando, é algo completamente diferente do que conhecemos. E, nesse ponto, devemos tirar o chapéu para o diretor que, há mais de10 anos atrás, resolveu encarar a direção de um material que estava previsto ser dirigido por outra pessoa e na qual ele seria apenas um produtor. Um material que há décadas atrás deixou de ser filmado principalmente pelo fato de todos acreditarem que não havia tecnologia suficiente para trazer para a realidade toda a complexidade do mundo criado por Tolkien.

O cineasta encarou também o relativamente baixo orçamento disponibilizado para a realização dos três filmes, inovando também em filmar tudo em uma só tacada e, posteriormente, editando o longo material gravado em três partes, o que lhe poupou tempo e trabalho.

Se nossa vida fosse um filme, tudo o que enxergamos seria em 60 quadros por segundo, o máximo da capacidade ocular humana. Filmar em 48 fps aproxima muito a experiência do cinema com a vivida no mundo real. É quase como ver as imagens passadas na tela através de uma janela para o mundo exterior. A coragem de Jackson, desta vez, reside no fato de a tal câmera poder acabar denotando imperfeições em um filme que tinha tudo para ser visualmente perfeito.

Quem assistiu partes do filme alega que as imagens são mais realistas, mais claras e limpas. Basta assistirmos alguns minutos do documentário Planet Earth, da BBC, que poderemos ter uma idéia de como seria bonito aquilo tudo filmado em 48 fps. O documentário, embora não se utilize do 48 fps, utiliza-se, em algumas sequências, das câmeras de altíssima velocidade, onde detalhes mínimos conseguem ser filmados mesmo se o movimento é tão veloz a ponto de passar despercebido por nossos olhos. Em Planet Earth, as imagens são belíssimas e de tirar o fôlego. Podemos ver o movimento das penas das asas de um pássaro com muito mais definição, ou uma gota caindo na água e todos os movimentos de onda que ela provoca, em uma experiência marcante.

Acontece que, ao contrário do documentário Planet Earth, O Hobbit é uma fantasia cheia de efeitos especiais, mundos e materiais que não existem, filmado com muitos takes em fundo verde. Ver tanto realismo exibido pela câmera especial aplicado a coisas não reais poderia danificar a experiência de quem está no cinema para se embrenhar em um universo surreal.

Quem assistiu os 10 minutos de exibição escolhidos por Peter Jackson achou estranha a experiência, mas segundo o próprio Jackson, foi um erro a apresentação de apenas 10 minutos de filmagem, já que é necessário mais tempo para que os olhos se habituem ao novo formato. Segundo ele, com o decorrer do filme, a experiência dos 48 fps se tornará algo fantástico.

Em minha opinião, o cinema é um produto de sua época e toda tecnologia é bem vinda quando servir à narrativa, não o contrário. Confio plenamente no tato cinematográfico de de Peter Jackson e acho que ele não nos decepcionará. Na verdade, também acredito que pouquíssimos cinemas no Brasil estarão preparados para O Hobbit em 48 fps, o que nos obrigará a assistí-lo no formato convertido para os habituais 24 fps. 

Entretanto, para o futuro, se a mudança for para melhor, O Hobbit carregará para si o título de ser o primeiro dos filmes a ter apresentado tal formato... e quem assistí-lo assim também terá feito parte , de uma forma ou de outra, da História da evolução do cinema.
 
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